Que solidão!
Apenas eu.
Mas eu irei me erguer novamente,
Para depois cair de novo.
Irei começar de novo,
Não sei ainda como.
Mas irei começar de novo,
mais uma vez.
Que solidão!
Mas eu tenho música,
E ela me abraça a alma inteira.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
solitário
tarde de concreto
o inevitável sorriu
no firmamento
Abriu-se um fogo
amor escarlate
Quebrando as paredes
Mergulhando nos vidros
Inflamas todos os corações
Tua razão é uma estrela
corpos giram ao teu redor
te guardaram numa esfera de plasma
Teu coração vermelho
Se estende no branco
Teu coração vermelho
Queima o azul
És mais que a estrela
És mais que uma estrela
Que a estrela das estrelas!
Senhor de fogo
Conheço a tua solidão
que arde enquanto amas.
o inevitável sorriu
no firmamento
Abriu-se um fogo
amor escarlate
Quebrando as paredes
Mergulhando nos vidros
Inflamas todos os corações
Tua razão é uma estrela
corpos giram ao teu redor
te guardaram numa esfera de plasma
Teu coração vermelho
Se estende no branco
Teu coração vermelho
Queima o azul
És mais que a estrela
És mais que uma estrela
Que a estrela das estrelas!
Senhor de fogo
Conheço a tua solidão
que arde enquanto amas.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Os valores exaltados no Brasil de hoje
Em 2012, Rafael Nunes da Silva, morador de rua, perdeu o anonimato após ter sua foto publicada no Facebook - ganhando o epiteto de "mendigo gato", por ser considerado bonito, ter olhos azuis, etc. A vida deste rapaz agora é acompanhada pela mídia e pelo público, que parecem muito preocupados com seu bem estar, por ser usuário de crack e estar marginalizado. Para constatar, basta pesquisar seu epiteto num site de busca ou em qualquer destes portais eletrônicos populares.
Mas por que não vemos esse zelo diário com todos os outros marginalizados do Brasil, ou pelo menos alguns deles? Será que não há mais miseráveis no Brasil, será que eles não existem? Se existissem, sendo o morador de rua um anonimo que fosse "feio", receberia o mesmo cuidado? E se fosse negro, receberia o mesmo cuidado? Mas supondo que fosse negro e ainda "bonito", mesmo assim, seria tão famoso, receberia o mesmo cuidado?
Havendo racismo ou não no fato, um acontecimento não pode ser contestado, os valores exaltados no Brasil, tem efeitos perversos. Dentre os marginalizados, somente aqueles que são “bonitos” é que existem, pela ótica da mídia que exalta e a sociedade que aplaude, muitas vezes sem perceber. E o que significa ser “bonito” no Brasil atualmente? O que significa existir no Brasil hoje, para esta sociedade?
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
primeira estrela
Mar de estrelas!
E as Glórias da manhã!
Primeira estrela
Tragas teu afã misterioso
Syrius! só tu entendes,
Na tua solidão celeste
Do alto desta torre
A minha solidão
Tu que brilhas sozinha
Do alto do firmamento
Entre flares e ventos
Não podes estar sozinha
Pois que do teu peito emana luz!
...
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Triunfo (esboço)
Um dia ele virá
E passará triunfante.
Não haverá força que o impeça
Nem as vertebras dos homens
Nem a coluna dos muros errantes
Seu anuncio foi predito
Um dia ele virá
E passará triunfante.
Seu preludio é silencioso
Diz o coração.
Não há razão que suporta
O coração que arrebenta
E em cada noite que Deus sonha
Nasce um tigre
E se sobre seu dorso
senta uma criança
Quem poderia detê-lo?
Um dia ele virá
E passará triunfante.
Um dia ele virá
Virá o amor.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
A Pira do Ipiranga
Na Pira do Ipiranga
O Fogo da Cidade ardia
Ardia na pedra da pira
e refletia:
Sobre o céu cinzento
A nuvens caminham espessas
Os transeuntes aos milhares.
Alguns passeiam,
Outros correm desesperados
Da escravidão do dever.
Fora aqueles, estes
permanecem quase mortos,
Da inanição do abandono.
Enquanto o Fogo arde na Pira de Pedra
Enquanto a imensa cidade se contaminava de pedra.
Subiam sob os ramos da Razão contaminada
Um material duro e seco
Amparado em vigas
Erguiam as paredes da cidadela morta
E a peste que nascia
Dos muros enormes
Penetrava os corações menores
Petrificados pela solidão,
Guarneciam a vida
[Em inacabáveis quadrículos
De formato indefensável],
Do ar.
Sob a batalha que seguia
Na ordem do dia
Segundo se via na memória
Gravada na Pira
E os olhos de Deus fitando
Os pobres transeuntes, de cima
Lançavam uma onda de luz e calor
E como era de sempre se esperar
O céu chorava
A chuva caia.
E o Fogo da Pira que Ardia apagava suave
E agora todos voltam pra casa,
O Sol, os homens, o dia.
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